MAGNÉSIO E SUAS ASSOCIAÇÕES: BISGLICINATO, LISINATO E TAURATO

Data: 11/08/2018 09:48:06

“INFELIZMENTE, A DEFICIÊNCIA ACENTUADA OU A DEPLEÇÃO DO MAGNÉSIO CONSTITUI O DISTÚRBIO ELETROLÍTICO MAIS FREQUENTEMENTE NÃO DETECTADO NA PRATICA MÉDICA DE HOJE, COM ERROS DE 85% A 90% NO DIAGNÓSTICO...” (grifo nosso) DR. ARNALDO VELLOSO DA COSTA (1)

ARNT1, Rosangela
1- Médica CRM-Pr 8502 Especialista em Nutrologia - RQE 10.481
http://lattes.cnpq.br/0302868134603390

Os sais minerais podem ser divididos em dois grupos: macrominerais
(necessários em quantidades superiores a 100mg/dia) e microminerais
(necessários em quantidades inferiores a 100mg/dia) (2). Portanto, o
magnésio é considerado um macronutriente, e o corpo humano tem
aproximadamente 25 gramas no total. Além de participar da estrutura
osteomuscular, sendo que 60 a 65% de todo o Magnésio corporal encontrase
no osso, e 27% no tecido muscular (3,5), atua como cofator em mais de
300 reações metabólicas, como no metabolismo energético e proteico,
glicólise e síntese de adenosina trifosfato - ATP. Atua, ainda, na estabilidade
da membrana neuromuscular e cardiovascular e como regulador fisiológico da
função hormonal e imunológica (4). Essas considerações, e muitas outras
ações deste mineral, levam ao entendimento da necessidade de manter os
níveis de magnésio dentro da normalidade. Porém, em função de fatores como
solo sem concentrações adequadas para o cultivo de alimentos; de fatores da
dieta como consumo abundante de fibras, fitatos, oxalatos e cafeína,
alimentos refinados; alimentação sem variedades; situações especiais como
alcoolismo, gestação, crescimento, senilidade, exercícios físicos intensos, pósoperatório,
pós cirurgia bariátrica, e doenças consuntivas, é muito comum as
pessoas não conseguirem absorver a quantidade necessária diária do
Magnésio, vindo a desenvolver a insuficiência e/ou deficiência de Magnésio,
chamada de hipomagnesemia.
Incluem-se na hipomagnesemia estados hipercatabólicos, como
traumatismos, queimaduras, infecções graves; aporte nutricional deficitário,
como nos casos de subnutrição proteico-energética, hidratação intravenosa
sem magnésio, dietas via oral restritas e/ou insuficientes, nutrição parenteral
prolongada; má absorção devido a bypass, fístulas ou doença intestinal
inflamatória; aumento da excreção devido a vômitos frequentes, diarreia,
síndrome do intestino curto, doença de Chron, retocolite ulcerativa, poliúria,
pancreatite aguda, fístulas digestivas de alto débito e aspiração gástrica
prolongada; disfunção tubular de causa metabólica, por acidose metabólica,
diabetes descompensado, hipopotassemia ou hipofosfatemia; disfunção
tubular induzida por medicamentos diuréticos, anfotericina B ou
aminoglicosídeos; e desordens endócrinas, tais como doença de Addison,
hiperaldosteronismo, hiperparatireoidismo, hipo ou hipertireoidismo (6).
No estudo publicado do Comitê de Nutrição da força-tarefa Alimentos
Fortificados e Suplementos, da International Life Science Institute (ILSI), em
2010, foram descritas as funções de nutriente plenamente reconhecidas do
Magnésio (5). Esse estudo foi feito através de revisão bibliográfica de
inúmeras publicações científicas. Nele, constam as ações comprovadas desse
mineral tão importante.
Metabolismo intermediário:
1. Reações enzimáticas, incluindo transporte iônico transmembrana de
cálcio, sódio, cloretos e potássio, metabolismo da adenosina trifosfato
(ATP), utilização de carboidratos e síntese de gorduras, proteínas e
ácidos nucleicos.
2. O magnésio estabiliza a estrutura do ATP nos músculos e tecidos moles,
a partir de um complexo Mg-ATP.
3. No metabolismo de carboidratos, participa da ativação das enzimas do
processo glicolítico e da fosforilação oxidativa da glicose, além de ativar
outras enzimas, como fosfatase alcalina, hexoquinase, frutoquinase,
fosforilases, fosfoglucomutase e oxidase pirúvica.
4. No metabolismo das proteínas, atua como cofator da síntese proteica
nos ribossomos, sendo indispensável para as reações de tradução,
transmetilação e descarboxilação.
5. Participa da ativação da tiamina (vitamina B1) e também do
metabolismo de fósforo, zinco, cobre, ferro, chumbo, cádmio,
acetilcolina e óxido nítrico.
6. O magnésio também atua como fator de crescimento e na regeneração
de tecidos, relacionados aos processos de proliferação celular.
7. Modula sinais de transdução, tem ação estimuladora sobre o
peristaltismo intestinal, estimula a produção e secreção biliar e é
constituinte dos sucos pancreático e intestinal.
8. Possui ação anti-inflamatória e anti-infecciosa por estimular a fagocitose
e ser indispensável para a ação de anticorpos.
9. O equilíbrio ácido-base e as reações de óxido-redução são dependentes
de magnésio. Esse mineral diminui a alcalinidade do sangue e acidifica
a urina.
10. Cerca de 20% a 30% do magnésio encontrado no tecido ósseo é
permutável com o líquido extracelular, agindo como tampão e mantendo
a concentração plasmática dentro de uma faixa estreita.
11. Também exerce papel estrutural, tendo função estabilizadora para
a estrutura de cadeias do DNA, uma vez que neutraliza as cargas dos
grupamentos de fosfato dos nucleotídeos, os quais têm a tendência de
se separarem.
12. A presença de íons magnésio permite a incorporação apenas de
desoxirribonucleotídeos na sequência de DNA durante sua replicação e
auxilia a enzima RNA polimerase no processo de transcrição do DNA
para RNA.
Sistema neuromuscular:
1. O magnésio participa da transmissão neuroquímica e da excitabilidade
muscular, controlando a atividade elétrica cardíaca, a contratilidade
muscular e o funcionamento das células nervosas.
2. Enquanto o cálcio atua como um estimulador da contração muscular, o
magnésio atua como relaxador.
3. Este atua por meio da manutenção do potencial elétrico dos nervos e
da membrana celular das fibras musculares lisas, da transmissão do
impulso elétrico pela junção neuromuscular, do transporte de potássio,
do bloqueio do canal de cálcio, da liberação da energia armazenada na
forma de Mg-ATP para os músculos e do controle da pressão sanguínea
e do tônus-vasomotor.
4. Dessa forma, ocasiona relaxamento do músculo vascular liso e
diminuição da pressão sanguínea, diminuindo os riscos de arritmia e
tetania e aumentando o fluxo coronariano por ação no sistema
circulatório.
Metabolismo ósseo:
1. O magnésio é necessário para a manutenção da integridade óssea, uma
vez que está metabolicamente relacionado ao cálcio, podendo atuar
tanto em sinergismo quanto em antagonismo.
2. É constituinte da estrutura óssea mineral em conjunto com o cálcio e
o fosfato, além de participar dos processos de troca desses minerais
entre o osso e os tecidos.
3. Atua na regulação da ossificação, no equilíbrio fosfocálcico, na fixação
adequada de cálcio – impedindo sua deposição em forma de cálculos,
na diminuição da solubilidade do fosfato de cálcio e no aumento daquela
do carbonato de cálcio, e na regulação do nível de cálcio por meio de
ação indireta sobre as glândulas paratireoides, uma vez que estimula a
secreção e ação periférica do PTH. A secreção de PTH é dependente de
monofosfato de adenosina cíclico (cAMP), o qual, por sua vez, é
sintetizado a partir de Mg-ATP.
Em função do descrito, a complementação alimentar do Magnésio é
fundamental, principalmente por haver alguns estudos que chegam a concluir
que 75% da população não ingere a quantidade de Magnésio diária
recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) (7).
Para suplementar precisa-se levar em consideração a biodisponibilidade, que
é a quantidade do mineral que é ingerida, absorvida, transferida para seu sítio
de ação e transformada na sua forma fisiologicamente ativa.
A escolha de um suplemento mineral deve levar em conta a biodisponibilidade,
a estrutura química e as recomendações dietéticas, pois são fundamentais. É
importante que o mineral seja não somente ingerido, mas também absorvido
em quantidades adequadas para que possa realizar suas funções metabólicas.
Os Minerais Aminoácidos Quelatos foram desenvolvidos para nutrição
humana. São orgânicos, seguros e bem tolerados, como os minerais
encontrados na alimentação. Sendo assim, uma enorme gama de aplicações
antes impossíveis foi estabelecida, como o tratamento de anemia sem efeitos
colaterais, em menor tempo e com menores doses, ou a suplementação de
magnésio por via oral sem diarréia ou outros sintomas desagradáveis.
Os Minerais Aminoácidos Quelatos são, por definição, formados quando duas
ou mais porções separadas e únicas de uma molécula de aminoácido formam
uma ligação coordenada covalente e iônica com um íon metálico, formando
uma estrutura anelar heterocíclica (7,8).
FIG.1 -Mineral ligado a duas moléculas de glicina
Vantagens dos Minerais Aminoácidos Quelatos
 São compostos de alta absorção;
 São isentos de efeitos colaterais;
 Independem da quantidade de ácido clorídrico para sua absorção;
 São resistentes às substâncias sequestradoras da dieta;
 Não competem entre si ou com os minerais da alimentação pelos
sítios de absorção;
 Não interagem com medicamentos.
Em vista do exposto acima, um complemento nutricional ou suplemento
alimentar adequado para suprir as necessidades de magnésio, deve ser
apresentado na forma de aminoácido quelato, além de ter alta qualidade na
sua matéria prima, e no processo de industrialização.
Em relação à absorção, os minerais aminoácidos quelatos são absorvidos no
jejuno por um mecanismo de transporte ativo, como dipeptídeos estáveis. O
fato de não serem hidrolisados no trato gastrointestinal evita que sofram as
interferências em sua absorção, comuns aos sais.
A glicina é um aminoácido muito aproveitado no metabolismo celular, portanto
é um excelente veículo de transporte para os minerais, já que é facilmente
utilizado e libera o mineral para suas funções. Outra ação importante desse
aminoácido é que a glicina se combina com muitas substâncias tóxicas
convertendo-as em formas inócuas para serem excretadas (9).
O bisglicinato de magnésio é uma forma de complementar a nutrição celular,
ajudando nos casos de insuficiência ou deficiência do magnésio, assim como
na manutenção dos níveis de magnésio no corpo, especialmente pela grande
biodisponibilidade que dá ao mineral.
No entanto, existem outros aminoácidos que podem ser utilizados como parte
da substância magnésio aminoácido quelato. O lisinato de magnésio,
utilizando o aminoácido lisina nesse complexo, além de aumentar a
biodisponibilidade do magnésio, ainda faz um aporte deste aminoácido,
ampliando a nutrição. A lisina é um aminoácido essencial, ou seja, aquele que
o organismo humano não é capaz de sintetizar, mas é necessário para o seu
funcionamento. Existem evidências de que a lisina associada à vitamina C
diminui a replicação do Herpes vírus, e colabora no fortalecimento do sistema
imunológico. A falta desse aminoácido pode ocasionar crescimento lento,
fadiga, náusea, tontura, perda de apetite e distúrbios reprodutivos (3).
A ingesta complementar de lisina auxilia nas funções integrais desse
aminoácido, como, juntamente com a arginina, pode estimular a liberação do
hormônio de crescimento (HGH), tendo efeito, então, regenerador e de
longevidade (10). Ainda por ser um aminoácido polar, tem interação com a
água, favorecendo sua compatibilidade com tecidos mais ricos em água, como
os tecidos musculares, que são constituídos de 73% de água; o cérebro tem
85% de água na sua estrutura, os pulmões têm 80%, rins também 80%, e o
coração 77% (11). Por isso a ação benéfica da lisina na massa muscular,
favorecendo a síntese proteica, e nos tecidos colágenos em geral. Ainda
participa da síntese das cartilagens. O magnésio, no complexo lisinato de
magnésio, será distribuído e entregue nos tecidos onde a lisina tem maior
afinidade, portanto, articulações, músculos e tecidos colágenos incluindo a
pele e os revestimentos internos, assim como, cérebro, coração e rins.
Explicando o benefício deste complexo no sistema cardiovascular e
osteomuscular. Assim, o mineral será melhor e mais rapidamente
aproveitado, quando for absorvido juntamente com o aminoácido lisina.
O taurato de magnésio segue as mesmas diretrizes do lisinato, porém usando
o aminoácido taurina para o complexo mineral aminoácido quelato. Nesta
substância orgânica temos o magnésio e a taurina com ampla capacidade de
absorção e utilização desses componentes, tão importantes para o corpo
humano. Esse aminoácido, a taurina, é o ativador do GABA – ácido gamaaminobutírico
– cuja função primordial é aquietar a mente, por ser um
neurotransmissor que faz inibição do sistema nervoso central, causando
sedação natural, ou seja efeito controlador da ansiedade. Outra ação
interessante da ativação do GABA é a estimulação da memória e do
aprendizado (11).
Como a taurina é um aminoácido essencialmente inibidor, também dificulta a
transmissão das catecolaminas e acetilcolina. Essa ação inibitória reguladora
natural colabora para o relaxamento e diminuição do estresse, que a taurina
provoca quando em equilíbrio no corpo humano (11). O uso do taurato de
magnésio pode colaborar para um sono reparador, de melhor qualidade, em
função dos efeitos sinérgicos do magnésio e da taurina.
Estudos mostram que existe uma correlação entre a deficiência de taurina e
o aparecimento de doenças como Mal de Parkinson, epilepsia/convulsões e
estados depressivos (12).
Naturalmente, a taurina encontra-se em níveis elevados no músculo cardíaco,
nos glóbulos brancos, músculos esqueléticos e no sistema nervoso central; faz
parte da composição da bile, que é necessária para digestão dos ácidos
graxos, absorção das vitaminas lipossolúveis, assim como, para o controle dos
lipídeos plasmáticos. Portanto, os níveis adequados de taurina favorecem todo
o metabolismo lipídico, ajudando no controle sérico do colesterol e das
vitaminas tão importantes como a Vitamina D, vitamina K, vitamina E, e
vitamina A. Também por essa razão, vai auxiliar na recuperação e estabilidade
das membranas celulares, e cumprir um efeito protetor sobre o cérebro,
inclusive parece ter atividade inibitória sobre os receptores de glutamato.
Sabe-se que a taurina aumenta a atividade fagocitária dos macrófagos,
especialmente em indivíduos com estresse prolongado, favorecendo a
imunidade (12).
Pela ação da taurina promovendo adequada utilização do magnésio, entre
outros minerais, o taurato de magnésio propicia um efeito especialmente
sinérgico no uso desses dois nutrientes. Assim como no lisinato de magnésio
há uma facilitação da chegada do magnésio nos tecidos ricos nesse
aminoácido, o mesmo ocorre com o taurato, que leva o magnésio mais
rapidamente aos tecidos que têm conexão direta com a taurina. Por isso, o
taurato de magnésio foi eleito como o melhor suplemento de magnésio
disponível para o sistema cardiovascular (13). Como já evidenciado, a taurina
é um dos aminoácidos mais presentes no músculo cardíaco e no músculo liso
das artérias, incluindo as coronárias. Tem relação com a produção do óxido
nítrico, que ajuda na vasodilatação e no desempenho do sistema
cardiovascular. O magnésio também tem ação no sistema cardiovascular, e a
ação sinérgico desses dois componentes faz do taurato de magnésio
realmente importante como nutriente desse sistema. Em artigo publicado no
final da década de 90 já se têm a utilização dessa associação melhorando
casos de enxaquecas, juntamente com o uso de ômega 3 (14). Explicando os
achados na literatura da ação do taurato de magnésio.
Em um levantamento bibliográfico realizado em 2013 por Castiglione e
colaboradores, vários mecanismos foram propostos, a fim de se esclarecer a
relação entre a deficiência de magnésio e a osteoporose. “A homeostase de
magnésio é crucial para a saúde dos ossos. Vale ressaltar que a ingestão
dietética de magnésio de pré-adolescentes se relacionou positivamente com
a densidade da massa óssea no adulto jovem, indicando que zelar por uma
estrutura óssea saudável ao longo da vida é uma estratégia para prevenir a
osteoporose”. No artigo os autores deixam claro que a deficiência de magnésio
contribui para uma resposta exagerada do sistema imunológico, que gera
inflamação. Além disso, também promove o estresse oxidativo, pois reduz as
defesas antioxidantes e aumenta a quantidade de radicais livres. Os níveis
aumentados de componentes inflamatórios e de radicais livres amplificam a
ação dos osteoclastos e inibem a função de osteoblastos. Aliado a isso, o PTH
(hormônio da paratireoide ou paratormônio) e o 1,25(OH)2 (forma ativa da
vitamina D) são reguladores-chave da homeostase (equilíbrio) do cálcio, que,
em baixas concentrações, levam à redução da formação óssea. Muitas
mulheres na pós-menopausa com osteoporose, deficientes em vitamina D e
com baixos níveis de PTH, são também deficientes em magnésio, sendo a
suplementação deste mineral a forma adequada para corrigir essas alterações
bioquímicas (15).
Em outro estudo publicado em 2004, esse feito no rigor científico, duplo-cego,
placebo controlado e randomizado, concluiu-se que a suplementação oral de
magnésio melhora a sensibilidade à insulina em pacientes não diabéticos com
síndrome metabólica (16).
Verifique as possibilidades de promover saúde, ao entender que na forma de
bisglicinato de magnésio têm-se uma maior absorção e utilização do
magnésio, além do aporte do aminoácido glicina. Todas as ações naturais e
necessárias do magnésio no organismo serão desenvolvidas normalmente,
conforme a lista do início deste artigo.
Na forma de lisinato de magnésio, além de todas as ações do magnésio e do
aumento de biodisponibilidade e utilização do mineral, promove-se ação em
placa neuromotora; síntese proteica e de cartilagens, ação anti-inflamatória e
na imunidade; estimulação de liberação do HGH, auxiliando no crescimento e
regeneração tecidual; e formação de colágeno e da elastina; aumentando a
energia celular e combatendo a fadiga; favorecendo aparelho reprodutor;
ajudando a manter os pulmões funcionando adequadamente, colaborando
para a respiração de qualidade.
A forma de taurato de magnésio é uma das melhores formas de absorção do
magnésio; além de todos os benefícios expostos do mineral, temos a afinidade
com o aparelho cardiovascular e com o sistema nervoso central, incluindo o
cérebro. Essa associação do magnésio com a taurina favorece a saúde do
coração, da circulação, mantendo níveis de pressão arterial normais; é
especialmente interessante para a manutenção da massa óssea, pois atua
também no metabolismo das vitaminas D e K, além do magnésio ser
fundamental para a mineralização óssea. A nível cerebral, tem-se a diminuição
do estresse e da excitabilidade, aumento da memória e aprendizado,
auxiliando na regulação de estados depressivos e do sono.
Com o envelhecimento vai havendo uma diminuição de absorção dos
nutrientes, justificando a diminuição também nos tecidos, desses
componentes tão importantes, portanto, aumentando a necessidade de
suplementação alimentar. Além da ingesta de alimentos ricos em nutrientes e
fáceis de digerir, também se faz necessária a complementação via composto
farmacêutico de qualidade, o mais natural possível.
As doses diárias recomendadas de magnésio para adulto são 260 mg por dia,
conforme estão na tabela 1, site da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (17).
REFERÊNCIAS:
1 COSTA, A.V. Magnésio - O que ele pode fazer por você? Ed. Thesaurus.
Brasília. 2010 Pg.171
2 MARZZOCO, A. e Torras, B. Bioquímica Básica. Rio de Janeiro, Guanabara
Koogan S.A. 1999
3 COZZOLINO, S. M. F. Biodisponibilidade de Nutrientes. 2ₐ ed. Manole. São
Paulo. 2007
4 LAIRES, M.J., MONTEIRO, C. Exercise, magnesium and immune function.
Magnes Res 2008;21:92-6
5 VANUCHI, H., MONTEIRO, T.H. Funções Plenamente Reconhecidas de
Nutrientes - Magnésio / ILSI Brasil. 2010
6 MCCOLLISTER, R.J., PRASAD AS, Doe RP, Flink EB. Normal renal
magnesium clearance and the effect of water loading, chlorothiazide, and
ethanol in magnesium excretion. J Lab Clin Med 1995;14:119-28.
7 NNFA Today. http://www.newcorpbrasil.com.br/essencialidade.php Acesso
em 07/06/2018
8 PINEDA, O., ASHMED,H.D. Effectiveness of treatment of iron-deficiency
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Nutrition. 2001. May; 17(5):381-4.
9 MAHAN, L.K., Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 9ₐ
ed. Trad. Andréa
Favano. Ed. Roca. São Paulo. 1998
10 OLSZEWER, E. Tratado de Medicina Ortomolecular. 2ₐ
ed. Ed. Nova Linha.
São Paulo. 1997
11 Panel on Dietary Reference Intakes for Electrolytes and Water. Food and
Nutrition Board, Institute of Medicine, 2004(www.nap.edu)
12 OLSZEWER, E. Clínica Ortomolecular. Ed. Roca. São Paulo. 2000
13 https://www.swolhq.com/magnesium-taurate/ acesso em 11/06/2018
14 MACCARTY, M. S. Magnesium taurate and fish oil for prevention of
migraine. Medical Hypotheses J. Vol 47, Issue 6, pages 461-466, 1996.
15 CASTIGLIONI, S., CAZZANIGA, A., ALBISETTI, W., & Maier, J. A. M.
Magnesium and osteoporosis: current state of knowledge and future research
directions. Nutrients, n. 5, v. 8, p. 3022-33. 2013.

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